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Exploração da obra "A Semente Má", de Jory John

A Semente Má não foi sempre assim, mas agora está sempre com muito mau feitio e a sua atitude não é a melhor. Desarruma tudo, chega atrasada, passa à frente dos outros nas filas, diz mentiras, interrompe toda a gente e nunca ouve o que lhe dizem.

Mas um dia decide que não quer mais ser malvada e escolhe ser feliz. Porém, não é fácil tornar-se melhor quando nos habituámos a ser maus. Mas ela resolve tentar, um dia de cada vez… O que será que acontece quando tentamos mudar a imagem que construímos de nós mesmos. Este livro mostra-nos até onde nos levam as consequências das nossas escolhas e de como podemos mudar para melhor. É uma história divertida e comovente que nos relembra o poder notável e transformador da força de vontade e da aceitação de nós mesmos. Esta é a sinopse do livro.

Por sugestão da minha amiga Susete Rasteiro, li aos meus alunos do 2.º Ciclo a obra A Semente Má, de Jory John. Esta minha atividade vai ao encontro dos princípios que dão sentido ao Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, sobretudo:

A. Base humanista – A escola habilita os jovens com saberes e valores para a construção de uma sociedade mais justa, centrada na pessoa, na dignidade humana e na ação sobre o mundo enquanto bem comum a preservar. 
B. Saber – O saber está no centro do processo educativo. É responsabilidade da escola desenvolver nos alunos a cultura científica que permite compreender, tomar decisões e intervir sobre as realidades naturais e sociais no mundo.
C. Aprendizagem – As aprendizagens são essenciais no processo educativo. A ação educativa promove intencionalmente o desenvolvimento da capacidade de aprender, base da educação e formação ao longo da vida.

Depois de fazer a exploração oral da obra, propus que realizassem um pequeno texto no qual expressassem a sua opinião sobre o livro e sugerissem um novo título, tendo em conta a evolução da personagem principal no que à sua atitude perante os outros diz respeito.

Seguidamente, pedi-lhes que trouxessem um vasinho. Para a sua decoração, entre outros materiais, utilizámos uma frase que retirei do livro: Às vezes, para mudar, basta ter uma oportunidade.

Ofereci-lhes, então, a cada um deles, um punhado de sementes, não de girassol mas de amor perfeito, enquanto versei sobre o facto de podermos, na nossa vida, escolher sempre que caminho queremos trilhar. Referi, também, que há gestos de amor e a dádiva daquela simples semente era um gesto de amor, meu para cada um deles, e que queria que aquele vasinho fosse cuidado com a mesma entrega que eu punha, todos os dias, a partir do momento em que entrava na sala de aula.

Para finalizar a atividade, solicitei que escolhessem um valor e que, num dia definido, o exibissem, com convicção, para toda a comunidade educativa. Surgiram, então, trabalhos belíssimos e narrações maravilhosas sobre a importância daquele valor, sobre as situações onde esse valor sobressaiu e outras, pelo contrário, em que era urgente que esse valor tivesse aparecido, mas, infelizmente, não aconteceu.  Valores como a amizade, o amor, a lealdade e a confiança foram sobejamente mencionados e, muitas vezes, de uma forma comovida. Os trabalhos foram pautados pela criatividade e, surpreendentemente, as participações revelaram uma consciência muito interessante dos valores morais.

Aproveitei para avaliar a Oralidade e os resultados foram muito positivos. De facto, a motivação é muito mais do que meio caminho andado! Tarefa bem conseguida! Fiquei satisfeita!


Comentários

  1. Adorei a história, a forma como foi trabalhada, inspirou-me e também aprendi. Adorei, muitos parabéns por esta atividade, que só pode ter sido um sucesso. Assim se cativa os alunos a quererem aprender mais.

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